Rondônia, 17 de Fevereiro de 2026
Laudo de Bolsonaro aponta câncer de pele, mas lesões foram retiradas e não há necessidade de tratamento adicional, diz médico

Laudo de Bolsonaro aponta câncer de pele, mas lesões foram retiradas e não há necessidade de tratamento adicional, diz médico

 Exame em lesões de pele retiradas no domingo (14) apontou câncer em duas das oito manchas removidas, segundo resultado divulgado nesta quarta (17).


O laudo médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), divulgado nesta quarta-feira (17), aponta um quadro de carcinoma — tipo comum de câncer de pele — nas lesões que foram retiradas durante procedimento cirúrgico no último domingo (14).

Bolsonaro recebeu alta no início da tarde desta quarta e voltou para a prisão domiciliar, após passar a noite internado por conta de um quadro de pressão alterada, vômitos e tontura.

O ex-presidente foi tratado com medicamentos por via endovenosa e recebeu hidratação. Com isso, apresentou melhoras dos sintomas e da função renal, segundo o boletim médico (leia a íntegra aqui).

Após a liberação, um dos médicos que acompanha o ex-presidente, Claudio Birolini, concedeu uma coletiva de imprensa e explicou que o resultado aponta para um tipo de câncer.

"O câncer de pele, a grosso modo, você tem três tipos de lesões, que é o carcinoma baso-celular, o carcinoma espino-celular, o carcinoma de células escamosas — que é o que ele tem —, e o melanoma. O carcinoma baso-celular, geralmente, só tem crescimento local, mas é um câncer potencialmente grave, que pode dar metástase", explicou o médico Claudio Birolini.
O médico pondera que as lesões já foram retiradas, mas Bolsonaro terá de ser acompanhado periodicamente para avaliar o quadro. Não há, no momento, necessidade de novos procedimentos de saúde.

Para ir ao hospital, Bolsonaro saiu da casa onde cumpre prisão domiciliar e a defesa dele precisou apresentar os motivos da saída para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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