Além de Teylan, outros 54 estudantes de diferentes regiões do país foram reconhecidos pelas notas elevadas na redação, cujo tema foi “Desafios para a Valorização da Herança Africana no Brasil”.
Natural de Minas Gerais, Teylan mudou-se ainda criança para Porto Velho com a família. Sempre estudou em escolas públicas da capital, como São Sebastião I, Castelo Branco e Major Guapindaia — esta última, onde concluiu o ensino médio.
Teylan fez o Enem pela primeira vez em 2023, ainda no segundo ano do ensino médio. O resultado, porém, não foi suficiente para alcançar seu objetivo de ingressar em Medicina.
“Logo após o Enem, em 2023, eu comecei a estudar. Tipo, o Enem foi no domingo, e logo na segunda eu já tinha começado a estudar. Então eu comecei a fazer a minha base, estudar tudo aquilo que eu não gostava”, relata o estudante.
Ele iniciou uma rotina intensa de estudos e passou a assistir videoaulas gratuitas na internet sobre os temas em que tinha mais dificuldade, como química, física e biologia.
“Através desses canais eu consegui montar a minha base de química e meu rendimento explodiu, subi mais de 110 pontos e depois consegui minhas aprovações”, diz Teylan.
Na edição de 2024, Teylan obteve 630 pontos em Linguagens, 713 em Ciências Humanas, 700,5 em Ciências da Natureza, 871,5 em Matemática e 960 na redação.
Método diferente
Segundo Teylan, sua principal estratégia foi aplicar a técnica de Feynman, que consiste em explicar um conteúdo de forma simples, seja para outras pessoas ou para si mesmo. Muitas vezes, sua mãe era a ouvinte, ou qualquer pessoa que não dominava o assunto, e ele ensinava como forma de fixar o aprendizado.
“Quando eu ia com a minha mãe para a escola, que ela me deixava, eu ficava conversando com ela sobre os assuntos. Ela fez o ensino médio completo, porém tinha alguns assuntos que ela não dominava. Aí eu começava a conversar com ela sobre aquilo. Era muito legal. Eu acho que isso fez uma diferença muito grande na minha preparação”.
Outra diferença, segundo o estudante, foi não seguir cronogramas rígidos. Em vez de delimitar horários, ele estudava conforme a necessidade apontada em simulados.
“Eu gostava de falar que estudava por demanda. Se ia mal em matemática, focava nisso. Se não entendia um conteúdo de natureza, ficava nele até assimilar e fazer interdisciplinaridade. Eu não me prendia a horas fixas de estudo”, explica.
Enquanto outros estudantes afirmavam estudar até 12 horas por dia, Ele mantinha uma carga horária mais leve, variando entre três e seis horas de estudo ativo. Ele foi aprovado por mais de 10 faculdades públicas e particulares, entre elas estavam:
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Universidade Federal de Rondônia (Unir)
- Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat)
- Universidade Federal do Acre (UFAC)
- Universidade Federal de Rondonópolis (UFR)
- Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
- Faculdade São Lucas Porto Velho / Afya
- Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR)
- Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/Campinas)
O estudante optou pela Unicamp e desde fevereiro já ingressou no curso de Medicina da Universidade. Durante seu discurso na premiação, ele agradeceu e dedicou a conquista ao ensino público de Rondônia.
“Eu acredito que a educação é a ponte que liga a esperança a conquista”, finalizou Teylan.
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Prêmio MEC educação brasileira 2025 — Foto: Governo Federal

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