Rondônia, 17 de Fevereiro de 2026
Deputado federal Coronel Chrisóstomo critica início da CPMI do INSS sob comando de aliados de Lula

Deputado federal Coronel Chrisóstomo critica início da CPMI do INSS sob comando de aliados de Lula

Parlamentar alerta para risco de blindagem do governo e promete atuação firme como membro titular da comissão.


O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) comentou o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada nesta quarta-feira (20) no Congresso Nacional. A comissão foi criada para investigar o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões que atingiu 4,1 milhões de beneficiários entre 2019 e 2024, desviando pelo menos R$ 6,3 bilhões.


Para o parlamentar, a composição da mesa diretora, presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e relatada pelo deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), já mostra a tentativa de blindagem. Ambos votaram contra a criação da CPMI e têm atuação majoritariamente favorável ao governo Lula. “Se dependesse deles, essa comissão jamais teria sido aberta para investigar um dos maiores roubos da história do Brasil”, disse Chrisóstomo.


A oposição garantiu presença entre os membros titulares, mas foi excluída do comando da comissão. Pelo Senado, nomes como Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Izalci Lucas (PL-DF) e Jorge Seif (PL-SC) representam o bloco conservador. Na Câmara, entre os titulares estão Adriana Ventura (Novo-SP), Coronel Fernanda (PL-MT) e Marcel van Hattem (Novo-RS).


Membro titular da CPMI, Coronel Chrisóstomo afirmou que não aceitará que a comissão se transforme em manobra para proteger o governo.


“A Justiça e a AGU tentam livrar o irmão de Lula, Frei Chico, mas a CPMI não vai poupá-lo. Há indícios da participação de seu sindicato em esquemas de corrupção no INSS. Não será mais um teatro para enganar o povo. Estarei firme para que a verdade apareça e os culpados paguem”, reforçou.

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