Rondônia, 17 de Fevereiro de 2026
Câmara aprova urgência de projeto que regula repasses de emendas parlamentares

Câmara aprova urgência de projeto que regula repasses de emendas parlamentares





foto de arquivo
 

BRASIL Por 360 votos a favor e 60 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terçafeira 5, um projeto de decreto legislativo que pretende dar mais transparência às emendas parlamentares. O mérito da proposta está sendo apreciado neste momento pela Casa. O texto alcançará os empenhos feitos apenas a partir de 2025.

 A execução das emendas está bloqueada por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino pela falta de transparência e de rastreabilidade. De acordo com o autor do projeto, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), a expectativa é que, até o fim de novembro, o projeto seja aprovado também pelo Senado e siga à sanção presidencial. Relator do projeto, o deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), protocolou, há pouco, um parecer sobre a proposta. O principal ponto ajustado foi no número de emendas empenhadas pelas bancadas. Inicialmente, o cálculo seria com base no tamanho da sua população e o máximo, de oito indicações, ficaria com os estados com até 5 milhões de habitantes.

Agora, porém, os empenhos foram nivelados e todos os estados vão receber oito emendas por bancada, por ano. Essas emendas precisam ser obrigatoriamente executadas pelo governo federal. Pela Constituição, o valor total das emendas de bancada pode chegar a até 1% da receita corrente líquida (arrecadação) do ano anterior. O número é menor do que os permitidos atualmente, já que a regra vigente permite entre 15 e 20 emendas por estado. De acordo com o texto, esses recursos só poderão ser direcionados para “projetos e ações estruturantes”, como educação, habitação, saneamento, saúde, transporte, clima e segurança pública. As novas regras também determinam que as bancadas só poderão enviar emendas para o próprio estado. A única exceção é para emendas que atendam a projetos de âmbito nacional ou que envolvam empresas com sede em outro estado, mas com obras ou serviços executados no estado de origem da emenda

Em linhas gerais, o texto do projeto que está na Câmara estabelece: Um limite para o aumento das emendas no Orçamento; A obrigação de identificar onde os recursos serão aplicados; e A possibilidade de congelar as indicações que não cumpram as regras de gastos. Além disso, o texto dá prioridade ao repasse de recursos para projetos importantes, como obras em rodovias e saneamento. Uma diferença entre o texto da Câmara e o do Senado é que o projeto da Câmara permite que o governo corte emendas para cobrir despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios social.


Fonte: Rondonotícias

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