Rondônia, 17 de Fevereiro de 2026
Polícia Federal realiza Operação contra comercialização ilegal de diamantes de terras indígenas

Polícia Federal realiza Operação contra comercialização ilegal de diamantes de terras indígenas

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guajará-Mirim e Ariquemes. Servidor público estadual, um advogado e alguns empresários faziam parte da organização criminosa.

Porto Velho, RO - A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação, na manhã desta quinta-feira (28), para cumprir sete mandados de busca e apreensão em Guajará-Mirim (RO) e Ariquemes (RO), contra comercialização ilegal de diamantes extraídos de Terras Indígenas (TI)


Segundo a PF, a investigação começou em 2021, quando foi descoberto a comercialização de diamantes em um hotel de Guajará-Mirim. O inquérito apontou que as pedras eram extraídas ilegalmente das TI e levadas por indígenas até o município para serem comercializadas.

As investigações revelaram que os diamantes eram levados para a Bolívia e depois seguiam para a Europa.

PF deflagra operação contra venda ilegal de diamantes em RO — Foto: Divulgação/PF

Um servidor público estadual, um advogado e alguns empresários faziam parte da organização criminosa. De acordo com a polícia, depois que os diamantes eram vendidos, o grupo realizava diversas ações com o "intuito de lavar o dinheiro" e "ocultar o patrimônio obtido com o lucro da venda.


Somadas, as penas podem chegar a 23 anos, já que os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, usurpação de bens da União e integração em organização criminosa.

Operação Adámas

O nome da operação significa diamante, do grego Adámas, que significa invencível, imbatível, indomável, e foi dado em referência à grande dureza do mineral.

Segundo a PF, a operação contou com a participação de mais de 30 policiais federais.

Fonte: G1/RO

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